13 de Mai, 2026
ALEMS amplia fiscalização e comissão passa a acompanhar concessão da Rota da Celulose
12 de Mai, 2026

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ampliou a atuação da Comissão Temporária de Representação para Acompanhamento da Concessão da BR-163/MS. A partir de agora, o grupo também será responsável por fiscalizar a nova concessão rodoviária da chamada Rota da Celulose.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (12) pelo presidente da comissão, o deputado estadual Junior Mochi, durante sessão plenária.

O novo contrato prevê concessão por 30 anos para recuperação, operação, manutenção, conservação e ampliação de trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 e BR-267, totalizando cerca de 870 quilômetros.

Segundo Mochi, a comissão vai acompanhar a execução das obras e cobrar informações da concessionária responsável.

“Pedimos a extensão da atuação e foi aprovado, agora vou enviar requerimento para que me informem onde é a empresa, que não localizei. Vamos acioná-la para que seja feito o mesmo formato com o que fizemos com a concessão da BR-163, com a CCR Vias e posteriormente Motiva Pantanal, para que prestem contas, falem do cronograma e que venham a essa Casa de Leis para termos esse acompanhamento”, ressaltou Mochi.

O parlamentar afirmou que o modelo de fiscalização adotado na concessão da BR-163 tem apresentado resultados e citou que a comissão também pretende questionar o pedido de reajuste da tarifa de pedágio feito pela Motiva Pantanal à Agência Nacional de Transportes Terrestres.

A área abrangida pela nova concessão inclui a MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo; a MS-338, entre Santa Rita do Pardo e Bataguassu; a MS-395, de Bataguassu até o entroncamento com a BR-267; além da BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas, e da BR-267, entre Bataguassu e

Nova Alvorada do Sul.

Durante a sessão, o deputado estadual Caravina também defendeu maior fiscalização sobre o contrato.

“Sou um defensor das estratégias para melhorar a malha viária. Uma delas é via parceria público privada. O modelo é bom, mas o que falha é a fiscalização. Efetivamente o primeiro ano da concessão é de manutenção. E eu vi que não está sendo feito. Então fiz um requerimento questionando do tempo disso. Deram justificativa de houve problema de contratação, porque não havia sido feito a roçada”, afirmou.

O parlamentar sugeriu ainda que a comissão cobre um cronograma detalhado das obras e defenda um novo traçado para o anel viário da MS-395, em Bataguassu.

Da Redação

Foto: Assessoria




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