A Coordenadoria de Controle de Vetores de Coxim apresentou, nesta quinta-feira (20), o balanço das ações realizadas entre janeiro e abril de 2026 no combate ao Aedes aegypti e outras doenças transmitidas por vetores.
No primeiro quadrimestre, o município manteve 137 ovitrampas ativas por mês e analisou 33.374 ovos do mosquito em laboratório. As armadilhas são instaladas em imóveis para indicar áreas com maior presença do Aedes e orientar ações de controle.
Segundo a Prefeitura, Coxim está há mais de cinco anos sem registrar epidemias de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya.
Mais de 13 mil imóveis foram vistoriados
Ao longo do período, 23 profissionais participaram das ações de campo.
Foram realizadas 13.780 visitas a residências e estabelecimentos, além de 248 inspeções em pontos considerados estratégicos, como ferros-velhos, oficinas e outros locais com maior risco de proliferação do mosquito.
A equipe também realizou 25 operações de bloqueio químico com equipamento UBV costal em 150 quarteirões, alcançando cerca de 4 mil imóveis.
De acordo com o balanço, 296 notificações foram emitidas e toda a demanda de recolhimento de pneus registrada no período foi atendida.
Município diz ter contido avanço da chikungunya
O coordenador do setor, Joelson Mariano, afirmou que o monitoramento por armadilhas e as ações de bloqueio foram usados para evitar uma disseminação maior das arboviroses.
Segundo ele, havia uma projeção de risco de até 2 mil contaminações por chikungunya em Coxim, mas foram registrados 50 casos.
“Não é sorte, é trabalho técnico e correção diária de falhas. São cinco a seis anos sem sobrecarregar o sistema de saúde graças ao esforço diário dos nossos agentes na rua”, afirmou.
O material divulgado pela Prefeitura não detalha a metodologia utilizada para chegar à projeção de 2 mil casos.
Meta é ampliar visitas no segundo quadrimestre
Para o segundo quadrimestre de 2026, a Coordenadoria de Controle de Vetores pretende ampliar a cobertura das ações.
A meta informada é chegar a 15.360 visitas domiciliares por ciclo.
O planejamento também prevê a continuidade de ações contra escorpiões, barbeiros — transmissores da doença de Chagas — e medidas de controle da leishmaniose visceral.
Da Redação
Foto: Assessoria