04 de Abr, 2026
Em live, Secretário de Saúde de Jardim pede mais atenção da população após óbito por chikungunya
04 de Abr, 2026

Na manhã desta quarta-feira (1 de abril), o secretário municipal de Saúde, Jorge Cafure Junior, fez uma live nas redes sociais da Prefeitura alertando a população sobre a gravidade da situação de emergência em relação à alta incidência de dengue e chikungunya em Jardim.

Acompanhado da coordenadora de Epidemiologia, Elenir Ximenes, o secretário explicou que não se trata de um cenário exclusivo de Jardim, mas em todo o Mato Grosso do Sul, e é preocupante: “Agentes de saúde e de endemias nos relatam que por muitas vezes os moradores não os deixam adentrar as casa para realizar a vistoria de focos do mosquito. (...) Às vezes temos objetos acumulando água parada dentro de casa, em locais que nem imaginamos, como atrás da geladeira. E a vózinha, ou a criança, ou a gestante que não tem condições de fazer essa varredura na casa em busca de focos do mosquito, é ela que vai ser picada e adoecer gravemente”. 

Há de se ressaltar que Jardim contabiliza um óbito confirmado para chikungunya de uma senhora de 83 anos com comorbidades, e há outro óbito sob investigação, de um senhor de 94 anos, além de uma paciente internada em Dourados e dois nos Hospital Marechal Rondon, inclusive criança, conforme afirmou a coordenadora de Epidemiologia. 

“Não podemos normalizar uma morte em decorrência de chikungunya, porque depende de hábitos nossos. Tanto da população, quanto do setor público”, disse o secretário. Outro alerta que Cafure faz é que mais de 90% dos focos não estão em quintais sujos ou terrenos baldios, mas em áreas habitáveis, ou seja, onde moram pessoas: “Portanto, pedimos que as pessoas tenham empatia pelos outros", resume ele. 

E continua: “Os focos estão dentro das casas. Ajude os agentes da saúde a identificar e eliminar esses focos. O fumacê mata o mosquito, mas as larvas continuam lá. Por isso precisamos da ajuda. Aproveitem o feriado para fazer uma vistoria em sua casa ou comércio", pede Cafure.

“As dores crônicas da chikungunya são muito fortes, demoram um ano, e a doença pode levar à morte, portanto, vamos conversar com vizinhos, professores, vamos espalhar a informação e formar uma rede de atenção para cuidarmos uns dos outros e não deixar que essas doenças atinjam mais pessoas", finalizou Cafure.

Assista a live na íntegra aqui e lembre-se: 

Elimine qualquer recipiente que possa acumular água, como garrafas, latas e pneus;

Mantenha caixas d’água bem tampadas;

Limpe calhas e ralos regularmente;

Evite o acúmulo de lixo e entulhos nos quintais;

Coloque areia nos pratinhos de plantas;

Troque diariamente a água dos animais e higienize os recipientes;

Faça o combate mecânico dos mosquitos com raquetes elétricas ou as mãos;

Proteja seus familiares utilizando repelentes.

 



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