Governadores de dois dos principais estados do país, representantes do governo federal, economistas e lideranças do setor produtivo têm chamado atenção para as transformações econômicas e sociais ocorridas em Mato Grosso do Sul e, em diferentes avaliações, relacionado parte desses resultados à gestão do governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição.
Uma das manifestações mais diretas veio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que classificou Riedel como um gestor eficiente e disse acompanhar com admiração seu trabalho à frente do Estado.
“Trabalho competente de um grande gestor, que abandonou a atividade privada para se dedicar ao setor público e tem feito isso com muita eficiência. E eu me tornei fã desse grande gestor, desse grande governador chamado Eduardo Riedel”, afirmou Tarcísio.
A avaliação ganha relevância pelo perfil de quem a faz. Tarcísio governa São Paulo, maior economia estadual brasileira, e teve antes de chegar ao Palácio dos Bandeirantes uma trajetória ligada à gestão de infraestrutura no governo federal. Atualmente, permanece no comando do governo paulista.
Do Paraná, o governador Ratinho Junior também atribuiu à administração de Riedel parte dos resultados alcançados por Mato Grosso do Sul.
“É impressionante o que o Mato Grosso do Sul alcançou em tão pouco tempo. Crescimento acelerado, geração de empregos, redução da pobreza e o melhor desempenho escolar da sua história. Não é para qualquer um. E não é por acaso”, afirmou.
Ratinho relacionou diretamente esses resultados à condução do governo estadual.
“Isso só foi possível graças a uma gestão competente do Eduardo Riedel, focado em resultado e com visão de futuro”, completou.
Ratinho Junior está em seu segundo mandato como governador do Paraná, cargo para o qual foi reeleito em 2022.
Avaliações vão além do campo político
O diagnóstico favorável sobre o momento de Mato Grosso do Sul não aparece apenas entre governadores e aliados políticos.
O economista Ricardo Amorim colocou o Estado entre os que mais avançaram economicamente no país nas últimas décadas, destacando crescimento, renda e indicadores de desenvolvimento humano.
“Mato Grosso do Sul é um dos estados que mais avançaram economicamente no Brasil nas últimas décadas, com forte crescimento econômico, aumento de renda e melhoria dos indicadores de desenvolvimento humano”, afirmou.
Amorim também relacionou o desempenho sul-mato-grossense à combinação de agronegócio, industrialização, sustentabilidade e integração aos mercados nacionais e internacionais.
O ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung chamou atenção para outro aspecto: a organização administrativa criada para receber investimentos e dialogar com o setor produtivo.
Ao comparar a atuação de diferentes estados, Hartung destacou Mato Grosso do Sul pela estrutura montada para lidar com empresas e novos empreendimentos.
“A burocracia que melhor se organizou para lidar com o setor é a do Mato Grosso do Sul. Eu podia dizer: é a capixaba. Não é, é a do Mato Grosso do Sul”, afirmou.
Para o ex-governador, os avanços no ambiente de negócios merecem ser observados por outros estados.
É justamente nesse ponto que Riedel concentra uma de suas explicações para o atual ciclo econômico. Segundo o governador, planejamento e melhoria do ambiente de negócios foram usados para estimular investimentos privados e a instalação de novas indústrias.
“Com planejamento e visão de futuro, fizemos a economia ganhar fôlego, estimulamos o ambiente de negócios competitivo e assim atraímos grandes indústrias e investimentos”, afirma.
Ministro destaca posição estratégica de Mato Grosso do Sul
A percepção sobre o potencial econômico do Estado também aparece no governo federal.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou a posição de Mato Grosso do Sul como elo entre diferentes regiões brasileiras e países da América Latina.
“O Estado do Mato Grosso do Sul cumpre um papel estratégico para o Brasil como um Estado integrador”, afirmou Durigan durante agenda com empresários e lideranças do setor produtivo em Campo Grande.
O ministro ressaltou a proximidade do Estado com o mercado consumidor do Sudeste, com as áreas de forte produção agropecuária do Centro-Oeste e do Sul e sua inserção regional na América Latina. Na avaliação de Durigan, essa condição pode aumentar a capacidade de atrair investimentos e aprofundar as cadeias produtivas.
A observação dialoga com uma estratégia que tem buscado transformar a localização geográfica de Mato Grosso do Sul em vantagem econômica, ampliando a industrialização e a integração da produção estadual com outros mercados.
Tereza Cristina ressalta trajetória de resultados
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também destaca os resultados alcançados pelo governador.
“Nem sempre a gente teve esse reconhecimento. A própria trajetória do governador mostra o tamanho dessa luta. Um trabalho incansável que deu muito resultado”, afirmou.
Já o governador associa o reconhecimento externo às mudanças ocorridas no Estado nos últimos anos.
“Nosso crescimento não aconteceu por acaso. Ele foi planejado e construído por muitas mãos”, afirma Riedel.
Mercado de trabalho e oportunidades entram na avaliação
Os efeitos do crescimento sobre a população também aparecem nas avaliações de representantes da sociedade civil.
A presidente da Central Única das Favelas em Mato Grosso do Sul (Cufa-MS), Letícia Polidoro, chama atenção para o surgimento de novas oportunidades e, principalmente, para a necessidade de qualificação profissional.
“Têm surgido várias oportunidades e eu acho que um grande avanço que a gente tem é a questão da capacitação, de ter cursos. Então eu acredito que a gente pode ter uma grande evolução, sim, no mercado de trabalho”, afirmou.
O depoimento coloca uma dimensão prática no processo de expansão econômica: novos investimentos só conseguem se traduzir em mobilidade social quando trabalhadores têm condições de acessar as vagas abertas e se preparar para atividades que exigem novas qualificações.
Riedel sustenta que essa é uma das medidas pelas quais o crescimento deve ser avaliado.
“Todo esse crescimento se transformou em oportunidade e mobilidade social. A pobreza caiu e a renda média do trabalhador aumentou”, afirma.
Produção e preservação
O modelo de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul também recebeu avaliações ligadas à produção rural e à conservação ambiental.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, destaca a expansão da agricultura e cita instrumentos criados para aproximar produção e preservação.
Entre eles está o PSA Pantanal, mecanismo de pagamento por serviços ambientais destinado a reconhecer economicamente produtores que preservam áreas e serviços ecossistêmicos.
Para Riedel, crescimento econômico e proteção ambiental não devem ser tratados como agendas concorrentes.
“Nós provamos que é possível unir crescimento e preservação, ampliar a produção sem abrir mão da proteção ambiental”, afirma.
É essa combinação que aparece, sob diferentes perspectivas, nas avaliações feitas sobre Mato Grosso do Sul: governadores olham para a gestão e os resultados; economistas observam crescimento, renda e industrialização; o governo federal ressalta a localização estratégica; representantes da sociedade civil tratam das oportunidades abertas pelo novo ciclo econômico.
Riedel resume o desafio seguinte como a necessidade de manter essas dimensões conectadas.
“Não adianta crescer sem preservar. E não adianta crescer e preservar sem incluir”, afirma.
Para o governador, candidato à reeleição, a continuidade do processo dependerá justamente de fazer com que desenvolvimento econômico, preservação ambiental e inclusão social avancem de forma simultânea.