12 de Ago, 2026
Homem que matou Marta Leila a facadas é condenado a 33 anos em Coxim
11 de Ago, 2026

Sipriano Nascimento de Oliveira foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão pelo feminicídio de Marta Leila Silva Neto, morta a facadas em janeiro de 2024, no distrito de Silviolândia, em Coxim.

A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri de Coxim, que reconheceu as qualificadoras de motivo torpe e feminicídio. O cumprimento da pena será inicialmente em regime fechado e a prisão preventiva do condenado foi mantida.

Marta tinha 37 anos quando foi assassinada, no dia 21 de janeiro de 2024. Conforme a investigação, ela e Sipriano mantinham um relacionamento marcado por conflitos e, no dia do crime, tiveram uma discussão relacionada a ciúmes.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Marta decidiu encerrar o relacionamento e pediu que Sipriano deixasse a residência. O homem saiu, mas retornou pouco tempo depois e atacou a companheira com uma faca.

Marta foi atingida diversas vezes

A sentença considerou a violência empregada no ataque. O MPMS informou que Marta foi atingida por 11 golpes de faca. Reportagens publicadas na época, com base no exame realizado no corpo, apontaram 12 perfurações.

A vítima morreu ainda no local.

Após o crime, Sipriano também sofreu ferimentos provocados por faca e foi socorrido inicialmente ao Hospital Regional Álvaro Fontoura, em Coxim. Posteriormente, ele foi transferido para Campo Grande.

Em março de 2024, durante o avanço da investigação, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca na residência ligada ao acusado. Na ocasião, foram apreendidas duas munições calibre 36. A diligência ocorreu após testemunhas relatarem que Marta teria sido ameaçada com arma de fogo antes do feminicídio.

Júri rejeitou argumento de violenta emoção

Durante o julgamento, a defesa pediu a absolvição e também tentou obter o reconhecimento de homicídio privilegiado sob o argumento de violenta emoção.

Os jurados rejeitaram as duas teses e reconheceram a autoria e a materialidade do crime. O Conselho de Sentença também aceitou a acusação de que o homicídio ocorreu por motivo torpe e em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Na definição da pena, a Justiça considerou a gravidade do ataque e relatos de comportamento controlador e violento por parte do condenado.

Marta deixou dois filhos. A Justiça fixou ainda indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais aos herdeiros da vítima.

Crime foi o terceiro feminicídio de 2024 em MS

O assassinato de Marta foi registrado, à época, como o terceiro feminicídio ocorrido em Mato Grosso do Sul naquele ano. O casal mantinha relacionamento havia aproximadamente seis anos.

Com a condenação, Sipriano permanece preso e deverá iniciar o cumprimento dos 33 anos e 8 meses de pena em regime fechado.

Da Redação

Foto: Assessoria




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