A Prefeitura Municipal de Jardim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Hemosul, realizou na segunda-feira (21) uma importante ação de doação de sangue e cadastro de possíveis doadores de medula óssea no Complexo de Saúde Nestor Pereira.
Duzentos e uma pessoas doaram sangue e 71 foram registradas voluntariamente como doadoras de medula. Os números são expressivos e demonstram a solidariedade da população jardinense e a importância de ações que aproximam os serviços de hemoterapia da comunidade.
Para o secretário municipal de Saúde, Jorge Cafure Jr., a realização da ação em Jardim “fortalece uma corrente de solidariedade capaz de alcançar pessoas que dependem de sangue ou da identificação de um doador de medula compatível para continuar seus tratamentos”.
De acordo com o Ministério da Saúde, após a coleta, o sangue doado é separado em diferentes componentes, como concentrado de hemácias, plaquetas e plasma. Dessa forma, os componentes obtidos em uma única doação podem beneficiar até quatro vidas. O sangue é fundamental para transfusões, cirurgias, procedimentos oncológicos, atendimento de emergências e para pacientes com doenças crônicas graves.
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Como foi
Desde as primeiras horas da manhã, moradores chegaram ao local para participar da mobilização.
Acompanhando o início dos trabalhos estiveram o prefeito Juliano Miranda (Guga), o secretário municipal de Saúde, Jorge Cafure Jr., e a secretária adjunta de Saúde, Micaely Tavares, além de profissionais de diferentes departamentos da Secretaria Municipal de Saúde, que atuam no suporte e organização da ação. A presidente da Câmara Municipal de Jardim, vereadora Tereza Moreira, e o vereador Alexandre Pitangueiras também acompanharam o início das atividades.
Para o prefeito Juliano Miranda (Guga), a mobilização representa muito mais do que uma simples doação. “Cada pessoa que vem até o Nestor Pereira para fazer sua doação precisa ter consciência de que esse gesto pode ajudar a salvar até quatro vidas. É muito importante e gratificante saber que você está fazendo a sua parte e ajudando quem precisa. Convidamos toda a população a participar desta importante ação que está acontecendo hoje em Jardim”, destacou o prefeito.
Solidariedade que passa de mãe para filha
Entre as pessoas que chegaram cedo para participar estavam Juliana Schreibert Soto e sua mãe, Maria Schreibert Soto. As duas fizeram questão de contribuir com a campanha e reforçar a importância da doação. “Estou aqui participando com a minha mãe desta ação maravilhosa de doação de sangue. É uma campanha que vai ajudar muitas pessoas. Uma simples doação pode salvar quatro vidas. São poucos minutos e você sai daqui com o coração leve por fazer o bem ao próximo. Pode ser alguém próximo de você ou até alguém que você não conhece, mas a gente sai com o coração quentinho por poder ajudar”, relatou Juliana.
Cadastro de doadores de medula óssea
Além da doação de sangue, a mobilização também chama a atenção para a importância do cadastro de possíveis doadores de medula óssea.
A medula óssea contém células-tronco hematopoéticas responsáveis pela produção dos componentes do sangue. O transplante pode ser indicado para pacientes com doenças que comprometem a produção normal das células sanguíneas, entre elas leucemias, aplasia de medula óssea e algumas síndromes de imunodeficiência.
A compatibilidade entre doador e paciente é determinada por características genéticas analisadas pelo sistema HLA. Encontrar um doador compatível fora da família pode ser difícil, o que torna fundamental ampliar e diversificar o número de pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).
Para ingressar no cadastro do REDOME, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado geral de saúde e atender aos demais critérios estabelecidos. Uma pequena amostra de sangue é coletada para a realização da tipagem HLA. O cadastro permanece ativo até os 60 anos. Caso seja identificada uma possível compatibilidade com um paciente, o voluntário é chamado para novos exames.
É importante destacar que o cadastro não significa uma doação imediata de medula óssea. A amostra coletada inicialmente serve para identificar as características genéticas do voluntário e permitir a busca por compatibilidade com pacientes que necessitam de transplante.