16 de Ago, 2026
Mais de 60% das escolas estaduais de MS já funcionam em tempo integral
13 de Ago, 2026

Mais de 60% das escolas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul já funcionam em tempo integral, segundo dados apresentados pela Secretaria de Estado de Educação. A expansão ocorre junto com o aumento da oferta de formação profissional e a continuidade de reformas nas unidades escolares.

De acordo com o secretário estadual de Educação, Hélio Daher, mais da metade dos estudantes do ensino médio também tem acesso a alguma modalidade de educação profissional. A estratégia busca aproximar a formação escolar das oportunidades de trabalho abertas no Estado.

“A educação é o presente, porque traz os estudantes para dentro da escola, oferece alimentação e cuidado. Mas também é o futuro. Isso mostra que tudo que o governador implantou como política pública da educação deu resultado melhorando a educação das nossas crianças e adolescentes. Um Estado que cresce precisa de mão de obra qualificada, e nossa responsabilidade é garantir uma educação de qualidade para que os estudantes possam ocupar as oportunidades que estão surgindo”, afirmou Daher.

Rede reforma uma escola a cada seis dias

Outro eixo das ações estaduais é a recuperação da estrutura física das escolas.

Segundo o material divulgado, em média, uma unidade da rede passa por reforma a cada seis dias. Os trabalhos são acompanhados pela aquisição de equipamentos como aparelhos de ar-condicionado, televisores, lousas e recursos para laboratórios.

O coordenador de Gestão Escolar, Adalberto Nascimento, relaciona as melhorias estruturais às condições de trabalho e aprendizagem.

“Quando você tem uma infraestrutura melhor, oferece melhores condições de trabalho, de atendimento e de ensino. Tivemos uma melhora significativa nos indicadores escolares justamente por causa da valorização da estrutura física, da formação dos professores e do trabalho com diretores e coordenadores”, afirmou.

O governador Eduardo Riedel (PP) também destacou as reformas durante reunião com profissionais da educação realizada na terça-feira (11).

“Quando visitamos uma escola reformada e vemos professores e servidores falando dela com orgulho, percebemos que estamos construindo algo forte. Não é mais aquela estrutura deteriorada, com todo mundo de cabeça baixa. Ainda temos desafios, mas muita coisa já foi realizada”, afirmou.

Tempo integral aumenta demanda por alimentação

A ampliação da jornada escolar também elevou a necessidade de refeições nas unidades.

Alunos matriculados em escolas de tempo integral podem fazer até três refeições por dia. Além disso, aproximadamente 20 mil estudantes que utilizam o transporte escolar rural recebem uma refeição adicional quando chegam à escola, independentemente do turno.

Parte dos alimentos utilizados na merenda é adquirida diretamente da agricultura familiar.

Embora o percentual mínimo definido para essas compras seja de 45%, o Estado informou que, no ano passado, 64% dos recursos destinados à alimentação escolar foram aplicados em produtos da agricultura familiar.

“A descentralização ajuda a economia local, gera empregos e valoriza os alimentos produzidos na região. Também permite respeitar os hábitos alimentares e a cultura de cada localidade”, explicou Adriana, responsável pela área citada no material.

Estado amplia articulação com municípios

As Coordenadorias Regionais de Educação também passaram a atuar no acompanhamento das unidades e na aproximação da Secretaria de Educação com as redes municipais.

A coordenadora regional Carolina Pereira Cavalcante de Castro afirmou que o trabalho busca considerar as diferenças entre as regiões do Estado.

“Nosso trabalho é aproximar a Secretaria dos municípios, respeitando a identidade e a realidade de cada região. As coordenadorias foram fortalecidas nesta gestão, com formações, acompanhamento dos diretores e apoio aos secretários municipais de Educação”, explicou.

A articulação envolve programas como MS Alfabetiza, ICMS Educação e ações vinculadas ao MS Ativo.

Riedel reconhece desafios

Riedel, que teve a candidatura à reeleição aprovada em convenção partidária, afirmou que considera a educação uma política de longo prazo.

“Se tem uma coisa de que eu me orgulho muito é a educação. Eu a elegi, desde o início, como uma das políticas públicas prioritárias para o Estado, porque acredito nisso. É um trabalho que nunca foi e nunca será de curto prazo. Não existe mudar um processo na educação em um, dois ou três anos”, disse.

O governador também citou como próximos desafios a melhoria contínua da aprendizagem, a redução do abandono escolar e a adaptação da rede às mudanças provocadas pela tecnologia e pela inteligência artificial.

“A educação tem o desafio gigantesco de acompanhar as mudanças da sociedade, das famílias, da comunicação e das ferramentas digitais. Nossa obrigação é lapidar tudo isso e formar cidadãos. Esse é o grande desafio”, concluiu.

Da Redação

Foto: Assessoria




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