04 de Ago, 2026
MPF apura suspeita de compra de votos em eleição indígena em MS
04 de Ago, 2026

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para apurar uma suposta interferência no processo de escolha da liderança da Aldeia Porto Lindo, localizada em Japorã, no sul de Mato Grosso do Sul.

A investigação envolve a suspeita de que um agente político não indígena e outras pessoas tenham oferecido vantagens financeiras para influenciar o resultado da eleição interna da comunidade.

A apuração foi formalizada por meio de portaria assinada em 23 de julho de 2026 pela procuradora da República Karine Suzan Hoffstaeter Boteon.

Segundo o documento, o caso teve início após o envio de um relatório da Coordenação Técnica Local da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Iguatemi.

O relatório apontou indícios da participação de pessoas não indígenas no processo de escolha da chamada Capitania da Aldeia Porto Lindo. Os fatos também foram comunicados à Polícia Federal.

MPF cobra informações da Polícia Federal

Durante a apuração inicial, o MPF solicitou à Delegacia da Polícia Federal em Naviraí uma cópia completa do procedimento aberto para investigar o caso.

Conforme a portaria, o prazo para o envio das informações terminou sem resposta. O material solicitado inclui depoimentos, relatórios de diligências e outras peças produzidas durante a investigação policial.

Com a conversão da notícia de fato em procedimento preparatório, o MPF determinou o envio de uma nova solicitação à Polícia Federal, que terá prazo de 30 dias para encaminhar os documentos.

O órgão afirma que as informações são necessárias para o esclarecimento dos fatos e para verificar se houve violação à autonomia e à organização social da comunidade indígena.

Até o momento, a portaria não identifica o agente político citado nem informa se alguma pessoa já foi formalmente denunciada. O procedimento tem caráter investigativo.

Da Redação

Foto: Assessoria




Notícias mais lidas