A onça-pintada fêmea capturada entre os dias 2 e 3 de maio de 2026 em Corumbá foi batizada de Corumbella e transferida da área urbana para um corredor de biodiversidade na Serra do Amolar, dentro da Rede de Proteção e Conservação da região.
O nome faz referência ao fóssil Corumbella werneri, descoberto em Corumbá e considerado um dos mais antigos registros de animais pluricelulares.
Após a captura, o animal foi equipado com colar de monitoramento GPS/VHF, que permitirá o acompanhamento dos deslocamentos e comportamento após a soltura. O equipamento tem custo aproximado de R$ 70 mil e deve permanecer no animal por até um ano, podendo variar conforme o estudo.
O monitoramento será realizado por pesquisadores do Instituto Homem Pantaneiro, integrante do Grupo Técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário.
“Essa foi uma operação que destaca a importância de trabalho conjunto e coordenado para favorecer a conservação do Pantanal. Agora, com o uso de colar GPS/VHF será possível acompanhar os deslocamentos do animal, identificando áreas de uso, rotas de movimentação e padrões de comportamento ao longo do tempo. Esses dados ajudam a entender melhor como a espécie utiliza o ambiente, quais são seus territórios e como responde a pressões como presença humana ou mudanças no habitat. Além disso, o monitoramento contínuo permite avaliar a saúde e a adaptação do indivíduo após a captura”, detalhou Ângelo Rabelo.
A operação de captura foi planejada por cerca de quatro meses e envolveu pelo menos 10 instituições, com participação de veterinários, biólogos e agentes públicos. O trabalho contou com apoio do Exército Brasileiro e uso de armadilhas cedidas pela Polícia Militar Ambiental.
No momento da captura, a onça pesava 72 quilos e tinha idade estimada em quatro anos.
O Grupo Técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário reúne 26 membros de instituições como Ibama, ICMBio, Polícia Militar Ambiental, Prefeitura de Corumbá, Jaguarte e Instituto Homem Pantaneiro, com apoio de órgãos estaduais na operação.
Da Redação
Foto: Assessoria