07 de Jul, 2026
Operação Gutenberg mira esquema de R$ 27 milhões em MS e cumpre 59 mandados
07 de Jul, 2026

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira, 7 de julho, a Operação “Gutenberg”, contra uma organização criminosa suspeita de fraudar compras públicas e desviar recursos em diferentes municípios do Estado.

Ao todo, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, o Gaeco, cumpre 16 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão.

As ordens judiciais são executadas em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho e Porto Murtinho. A operação também alcança alvos em São Paulo e Abadiânia, em Goiás.

Grupo teria movimentado mais de R$ 27 milhões

Segundo o MPMS, a investigação identificou um esquema voltado à prática de crimes em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados à administração pública.

A organização seria liderada por empresários e contaria com a participação de servidores públicos. O grupo teria fraudado e direcionado procedimentos de compra por meio de contratações sem licitação para a aquisição de livros paradidáticos.

Os valores recebidos de órgãos públicos ultrapassam R$ 27 milhões, conforme a investigação. O dinheiro teria sido distribuído entre integrantes do grupo, agentes públicos e pessoas físicas e jurídicas para dificultar a identificação da origem dos recursos.

Saúde teria sido usada para pressionar compradores

Uma das frentes apuradas envolve a área da saúde pública.

De acordo com o Ministério Público, servidores cooptados pelo grupo teriam condicionado autorizações de exames, cirurgias e até vagas em leitos hospitalares à compra dos livros comercializados pela organização.

O Gaeco informou ainda que o esquema continuava em atividade e mantinha contratos vigentes em vários municípios.

Operação teve apoio do Choque e do Bope

A ação contou com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais.

O nome “Gutenberg” faz referência a Johannes Gutenberg, associado à popularização da impressão de livros. Segundo o MPMS, na investigação, as obras eram usadas para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.

Da Redação

Foto: Assessoria




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