O novo contrato entre a Prefeitura de Campo Grande, o Governo do Estado e a Santa Casa prevê um aumento de R$ 4 milhões nos repasses mensais, mas ainda não seria suficiente para equilibrar as contas do hospital.
Durante audiência realizada nesta quarta-feira (14), o Ministério Público apontou que, mesmo com o reajuste, a Santa Casa deverá permanecer com déficit operacional estimado entre R$ 15 milhões e R$ 19,7 milhões por mês.
O novo acordo terá vigência de 36 meses. Segundo informações apresentadas na audiência, o hospital enfrenta ainda falta de insumos, medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais, além de atrasos nos pagamentos de equipes médicas.
A situação também tem reflexos no atendimento aos pacientes do SUS. Foram relatados casos de internações que chegam a 90 dias e espera de até 60 dias para implantação de marcapasso.
Outro problema apresentado é a dívida com o corpo clínico, estimada em aproximadamente R$ 40 milhões, com cerca de cinco meses de atraso nos pagamentos. A situação da anestesiologia está entre as preocupações, diante do risco de interrupção dos serviços caso não haja regularização.
A Santa Casa recebe atualmente repasses mensais entre aproximadamente R$ 34 milhões e R$ 39 milhões e mantém cerca de 620 leitos de média e alta complexidade.
O Ministério Público cobra, por meio de ação judicial, a apresentação de um plano mais amplo para a recuperação financeira e operacional do hospital, além da nova contratualização.
A ação continua em andamento, com acompanhamento das medidas adotadas pelo Estado, município e gestão da Santa Casa para manter os atendimentos e buscar o equilíbrio financeiro da instituição.
Da Redação
Foto: Assesssoria