25 de Jun, 2026
Universalização do saneamento pode gerar R$ 25,9 bilhões em benefícios para MS até 2040
24 de Jun, 2026

A universalização do saneamento básico poderá gerar R$ 25,9 bilhões em benefícios econômicos e sociais para Mato Grosso do Sul até 2040. A estimativa foi apresentada nesta segunda-feira (22) pelo Instituto Trata Brasil, durante reunião na Governadoria, em Campo Grande.

O levantamento “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento no Mato Grosso do Sul” foi elaborado em parceria com a EX ANTE Consultoria e avalia os impactos da ampliação do acesso à água tratada, coleta e tratamento de esgoto no Estado.

Na prática, o valor projetado não representa entrada direta de recursos nos cofres públicos. A cifra corresponde aos ganhos econômicos e sociais estimados com a universalização, incluindo economia em saúde, aumento de produtividade, valorização imobiliária, geração de renda e fortalecimento do turismo.

Segundo o estudo, somente na área da saúde, a ampliação do saneamento poderá gerar economia de R$ 258,8 milhões entre 2025 e 2040. A redução está relacionada à queda de internações, afastamentos do trabalho e doenças associadas à falta de coleta e tratamento de esgoto.

Atualmente, a Sanesul já universalizou o abastecimento de água nos 68 municípios atendidos e alcançou 77,04% de cobertura de esgotamento sanitário, índice acima da média nacional.

O avanço também conta com investimentos da parceria público-privada entre a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal, responsável por acelerar a expansão das redes de esgoto em diversas cidades.

Entre 2000 e 2022, cerca de 870 mil sul-mato-grossenses passaram a ter acesso à água tratada e mais de 1 milhão à coleta de esgoto. O estudo também aponta que, entre 2005 e 2024, os benefícios líquidos gerados pelo saneamento chegaram a R$ 19,4 bilhões.

Para o período de 2025 a 2040, os ganhos estimados incluem R$ 14,8 bilhões em produtividade, R$ 2,25 bilhões no turismo, R$ 1,7 bilhão em valorização imobiliária e R$ 21,7 bilhões em renda gerada por investimentos e operação dos sistemas.

Somados, os benefícios chegam a R$ 40,8 bilhões. Descontados os custos projetados, de R$ 14,8 bilhões, o saldo positivo estimado é de R$ 25,9 bilhões.

A presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, destacou que o avanço do saneamento também tem impacto ambiental, especialmente na proteção dos rios e do Pantanal.

“A evolução do saneamento em Mato Grosso do Sul gerou quase R$ 20 bilhões em ganhos nas últimas décadas. Alcançar a universalização até 2031 significa mais ganhos em saúde, qualidade de vida e desenvolvimento socioeconômico”, afirmou.

Segundo ela, cada real investido em saneamento pode gerar retorno social estimado em R$ 5,90.

O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, afirmou que Mato Grosso do Sul avançou de 60% para 77,04% de cobertura de esgoto nos últimos anos.

“São quase 110 mil ligações de esgoto realizadas em três anos e meio. Ainda há muito a fazer, mas o caminho está encaminhado para atingir a universalização cinco anos antes do prazo estabelecido pelo marco legal”, destacou.

O governador Eduardo Riedel afirmou que os resultados decorrem de uma política pública iniciada em gestões anteriores e fortalecida com a PPP do saneamento.

“Em 2015, Mato Grosso do Sul tinha 35% de cobertura de esgoto. Hoje estamos próximos de 80%, resultado de uma transformação sentida na vida das pessoas”, afirmou.

Com os investimentos em andamento, Mato Grosso do Sul busca antecipar as metas do Novo Marco Legal do Saneamento, que prevê a universalização dos serviços até 2033.

Da Redação

Foto: Assessoria




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